CCZ reforça ações de Combate à Leishmaniose para prevenir o avanço da doença

CCZ reforça ações de Combate à Leishmaniose para prevenir o avanço da doença Destaque

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), preocupados com a incidência da Leishmaniose (zoonose de evolução crônica com acometimento sistêmico que pode levar a óbito e com cães infectados de parasitas) vem realizando ações de bloqueio para prevenir o avanço da Leishmaniose em Lagarto. 

A doença é transmitida pela picada de fêmeas do inseto vetor infectado. No município, a principal espécie responsável pela transmissão é a Lutzomyia longipalpis (conhecido popularmente como mosquito-palha). No ambiente urbano, os cães são a principal fonte de infecção para o vetor, além de outros mamíferos.

Combate a Leishmaniose

De janeiro a junho de 2018, em trabalhos realizados no município pela equipe do Programa de Controle da Leishmaniose na atividade de Inquérito Canino Amostral, alcançaram doze localidades, conforme o banco de dados e planilhas mensais enviadas a Secretaria de Estado da Saúde / Núcleo de Endemias.

As ações desenvolvidas no 1º simestre deste ano no controle à Leishmaniose Visceral (Calazar), atingiu 12 localidades do município a saber, conforme tabela:

 

Localidades  trabalhadas     

Mês

N° de cães
examinados

N° de Cães
reagentes

Eutanasia
 Eutanasiados

Sit. Piçareira

Janeiro

37

6

-

Sit. Piçareira

Fevereiro

45

6

-

Pov. Açuzinho

Março

76

6

          -

Sit. Marilópe

Abril

13

14

         -

Bairro Prata

Abril

15

-

-

Bairro Cidade Nova

Abril

03

-

-

Pov. Brejo

Abril

33

-

         -

Pov. Sobrado

Abril

06

-

         -

Bairro Loiola

Abril

06

-

-

Sit. Gameleiro

Maio

70

-

-

Sit. Itaperinha

Maio

07

-

          -

Bairro Ademar de Carvalho

Maio

14

-

         -

Sit. Itaperinha

Junho

03

-

-

Sit. Prata

Junho

06

-

-

TOTAL

  ***

334

32

-

As atividades executadas envolveram: exames em cães, orientações as famílias no domicílio e levantamento entomológico, cujo objetivo foi conhecer o índice de dispersão dos vetores das Leishmaniose.

Desta forma, O CCZ vem esclarecer a população, informando sobre as ações que o Programa vem realizando. Neste ano de 2018 já foram coletadas amostra de 334 animais para a sorologia e teste rápido (preconizado pelo Ministério da Saúde), para confirmação da doença. Das amostras, 32 foram positivos, sendo que um animal veio a óbito logo após a colheita de sangue.

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Salientamos ainda, que, estamos empenhados em garantir a segurança e a saúde da população em geral, bem como dos cães de nosso município.

O Gerente do CCZ, Amilton Fontes, comenta que tem realizado ações constantes para o combate e controle da Leishmaniose, principalmente nas áreas com registro da doença ou suspeita. 

“A equipe tem agido bastante incluindo orientações aos proprietários de cães para acabar com os focos do mosquito-palha, que é o transmissor. O Zoonoses de Lagarto continua em alerta e acompanhando tudo o que envolve o cenário da Leishmaniose, monitorando áreas de risco que oferecem condições para reprodução do inseto transmissor, por meio de instalação de armadilhas específicas”, explica, Amilton 

O gerente também salientou que na saúde ele têm um desafio após o outro, onde o mais recente é o risco de leishmaniose. Por isso, estão se antecipando na definição de ações preventivas.

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O calazar atinge cães sadios e pessoas com pouca imunidade, como crianças, idosos e doentes e chega a ser fatal. A transmissão para o homem pode ocorrer quando este entra em contato com ambientes de mata ou rurais e atividades agropecuárias, sendo picado pelo mosquito contaminado.

O Setor de Entomologia realiza trabalho de estudo biológico de vetores, coordenado pelo Técnico entomologista Luís Jorge Pinheiro de Araújo que analisa e identifica as larvas e mosquitos capturados por meio de Armadilhas CDC luminosas. As instalações foram feitas nas proximidades de galinheiros e abrigo de cães e animais. 

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Somente neste ano foram vistoriadas 36 armadilhas instaladas em locais preferenciais, onde foram comprovados 631 (seiscentos e trinta e um) mosquitos Culex (espécies vulgarmente conhecido por pernilongo ou muriçoca, e que apresenta a maior variedade de espécies entre os culicídeos e 02 Phlebotomus. 

Quando há registro de casos humanos, o trabalho é feito com a instalação de armadilha tipo CDC luminosa no final da tarde, a qual fica no local durante três dias consecutivos. No período pela manhã de cada dia, é retirado o saco com os mosquitos capturados e realizado a triagem no Laboratório de Entomologia para análise e identificação das espécies. 

Esse tipo de monitoramento é realizado em locais em que tiveram cães com resultados positivos e doentes. Sem o mosquito, não há transmissão da Leishmaniose. As fêmeas exercem hematofagia, preferencialmente no horário noturno a partir das 20h e vive naturalmente nas matas. 

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Seus criadouros são: raízes tubulares de árvores, ocos, depressões, buracos de troncos e toca de animais: entre e sob rochas, fendas e juntas. 

Adaptando-se facilmente ao domicílio e peri-domicílio passando a viver no interior das casas, em abrigos de animais domésticos, tais como galinheiros, chiqueiros, abrigo de cães e em todos os lugares onde encontra condições favoráveis ao seu desenvolvimento e fonte de alimentação sanguínea. As fêmeas necessitam de sangue para o desenvolvimento dos ovos, não gostam de luz solar, frio, excesso de umidade e vento.

O técnico explica algumas situações de prevenção. 

“A melhor prevenção é evitar a proliferação do mosquito-palha. As fêmeas põem seus ovos numa terra úmida, sombreada e com acúmulo de folhas, frutas e fezes de animais e isso dá início à proliferação do vetor, providências simples para manter o ambiente limpo protege você, seus familiares e sua comunidade da Leishmaniose”, explica Luís Jorge.

As medidas de prevenção da Leishmaniose preconizadas pelo Ministério da Saúde são as seguintes:

  • Limpeza periódica dos quintais, retirada da matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo, locais onde os mosquitos se desenvolvem);
  • Destino adequado do lixo orgânico, a fim de impedir o desenvolvimento das larvas dos mosquitos;
  • Limpeza dos abrigos de animais domésticos;
  • Uso de coleiras repelentes em cães;
  • Uso de inseticida (aplicado nas paredes de domicílios e abrigos de animais). No entanto, a indicação é apenas para as áreas com elevado número de casos.

Para prevenir a população, o veterinário público do CCZ João Vinicius Santos Craveiro, fala sobre os sinais, sintomas e prevenção da LV em humanos e cães.

Sinais e sintomas da LV em humanos:

Febre durante muitos dias, perda de peso, fraqueza, anemia e aumento do baço e fígado e baço. Em casos graves podem ocorrer sangramentos. O diagnóstico e tratamento estão disponíveis na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Sinais e sintomas nos cães:

Os cães infectados pelo parasito podem adoecer logo ou demorar meses para apresentar sintomas. Todos os cães infectados, mesmo aqueles sem sintomas aparente, são fonte de infecção para o inseto transmissor e, portanto, um risco para a saúde. Os sintomas nos animais são: emagrecimento, queda de pelos, crescimento de unhas, descamação da pele, fraqueza, feridas no focinho, orelhas, olhos e patas. 

A única forma de saber se os cães estão infectados é por meio de exames específicos de laboratório. 

Prevenção e controle

Pessoas residentes em áreas onde ocorrem casos de leishmaniose, ao sentirem os sintomas da doença devem procurar o serviço de saúde mais próximo a sua casa o quanto antes, pois o diagnóstico e o tratamento precoce evitam o agravamento.

A direção do CCZ, seguindo também as mais recentes normas do Ministério da Saúde, respeita o sentimento das pessoas e a afinidade que têm com seus animais de estimação, mas também alerta sobre a responsabilidade de ter um animal que padece em casa como o cachorro. 

O cão contaminado é uma espécie de reservatório do protozoário que transmite a doença.

O Supervisor Geral do CCZ, Paulo Thomaz Oliveira Félix, alerta sobre a importância dos donos observarem sintomas nos animais, como ferimentos na cauda e orelha, unhas grandes, conjuntivite, palidez, fraqueza e emagrecimento repentino. 

Se algum destes sintomas for observado, é preciso levar o animal imediatamente ao Zoonoses, localizada na Rua Gustavo Hora SN, no bairro Prata – Lagarto. 

Maiores dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone: (79) 3631-1260 de Segunda a Sexta-feira das 8h às 17h.

Centro de Controle de Zoonoses reforça ações de Combate à Leishmaniose para prevenir o avanço da doença.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), preocupados com a incidência da Leishmaniose (zoonose de evolução crônica com acometimento sistêmico que pode levar a óbito e com cães infectados de parasitas) vem realizando ações de bloqueio para prevenir o avanço da Leishmaniose em Lagarto.

A doença é transmitida pela picada de fêmeas do inseto vetor infectado. No município, a principal espécie responsável pela transmissão é a Lutzomyia longipalpis (conhecido popularmente como mosquito-palha). No ambiente urbano, os cães são a principal fonte de infecção para o vetor, além de outros mamíferos.

De janeiro a junho de 2018, em trabalhos realizados no município pela equipe do Programa de Controle da Leishmaniose na atividade de Inquérito Canino Amostral, alcançaram doze localidades, conforme o banco de dados e planilhas mensais enviadas a Secretaria de Estado da Saúde / Núcleo de Endemias.

As ações desenvolvidas no 1º simestre deste ano no controle à Leishmaniose Visceral (Calazar), atingiu 12 localidades do município a saber, conforme tabela:


Localidades trabalhadas     

Mês

N° de cães
examinados

N° de Cães
reagentes

Eutanasia
Eutanasiados

Sit. Piçareira

Janeiro

37

6

-

Sit. Piçareira

Fevereiro

45

6

-

Pov. Açuzinho

Março

76

6

          -

Sit. Marilópe

Abril

13

14

         -

Bairro Prata

Abril

15

-

-

Bairro Cidade Nova

Abril

03

-

-

Pov. Brejo

Abril

33

-

         -

Pov. Sobrado

Abril

06

-

         -

Bairro Loiola

Abril

06

-

-

Sit. Gameleiro

Maio

70

-

-

Sit. Itaperinha

Maio

07

-

          -

Bairro Ademar de Carvalho

Maio

14

-

         -

Sit. Itaperinha

Junho

03

-

-

Sit. Prata

Junho

06

-

-

TOTAL

  ***

334

32

-

As atividades executadas envolveram: exames em cães, orientações as famílias no domicílio e levantamento entomológico, cujo objetivo foi conhecer o índice de dispersão dos vetores das Leishmaniose.

Desta forma, O CCZ vem esclarecer a população, informando sobre as ações que o Programa vem realizando. Neste ano de 2018 já foram coletadas amostra de 334 animais para a sorologia e teste rápido (preconizado pelo Ministério da Saúde), para confirmação da doença. Das amostras, 32 foram positivos, sendo que um animal veio a óbito logo após a colheita de sangue.

Salientamos ainda, que, estamos empenhados em garantir a segurança e a saúde da população em geral, bem como dos cães de nosso município.

O Gerente do CCZ, Amilton Fontes, comenta que tem realizado ações constantes para o combate e controle da Leishmaniose, principalmente nas áreas com registro da doença ou suspeita.

“A equipe tem agido bastante incluindo orientações aos proprietários de cães para acabar com os focos do mosquito-palha, que é o transmissor. O Zoonoses de Lagarto continua em alerta e acompanhando tudo o que envolve o cenário da Leishmaniose, monitorando áreas de risco que oferecem condições para reprodução do inseto transmissor, por meio de instalação de armadilhas específicas”, explica, Amilton

O gerente também salientou que na saúde ele têm um desafio após o outro, onde o mais recente é o risco de leishmaniose. Por isso, estão se antecipando na definição de ações preventivas.

O calazar atinge cães sadios e pessoas com pouca imunidade, como crianças, idosos e doentes e chega a ser fatal. A transmissão para o homem pode ocorrer quando este entra em contato com ambientes de mata ou rurais e atividades agropecuárias, sendo picado pelo mosquito contaminado.

O Setor de Entomologia realiza trabalho de estudo biológico de vetores, coordenado pelo Técnico entomologista Luís Jorge Pinheiro de Araújo que analisa e identifica as larvas e mosquitos capturados por meio de Armadilhas CDC luminosas. As instalações foram feitas nas proximidades de galinheiros e abrigo de cães e animais.

Somente neste ano foram vistoriadas 36 armadilhas instaladas em locais preferenciais, onde foram comprovados 631 (seiscentos e trinta e um) mosquitos Culex (espécies vulgarmente conhecido por pernilongo ou muriçoca, e que apresenta a maior variedade de espécies entre os culicídeos e 02 Phlebotomus.

Quando há registro de casos humanos, o trabalho é feito com a instalação de armadilha tipo CDC luminosa no final da tarde, a qual fica no local durante três dias consecutivos. No período pela manhã de cada dia, é retirado o saco com os mosquitos capturados e realizado a triagem no Laboratório de Entomologia para análise e identificação das espécies.

Esse tipo de monitoramento é realizado em locais em que tiveram cães com resultados positivos e doentes. Sem o mosquito, não há transmissão da Leishmaniose. As fêmeas exercem hematofagia, preferencialmente no horário noturno a partir das 20h e vive naturalmente nas matas.

Seus criadouros são: raízes tubulares de árvores, ocos, depressões, buracos de troncos e toca de animais: entre e sob rochas, fendas e juntas.

Adaptando-se facilmente ao domicílio e peri-domicílio passando a viver no interior das casas, em abrigos de animais domésticos, tais como galinheiros, chiqueiros, abrigo de cães e em todos os lugares onde encontra condições favoráveis ao seu desenvolvimento e fonte de alimentação sanguínea. As fêmeas necessitam de sangue para o desenvolvimento dos ovos, não gostam de luz solar, frio, excesso de umidade e vento.

O técnico explica algumas situações de prevenção.

“A melhor prevenção é evitar a proliferação do mosquito-palha. As fêmeas põem seus ovos numa terra úmida, sombreada e com acúmulo de folhas, frutas e fezes de animais e isso dá início à proliferação do vetor, providências simples para manter o ambiente limpo protege você, seus familiares e sua comunidade da Leishmaniose”, explica Luís Jorge.

As medidas de prevenção da Leishmaniose preconizadas pelo Ministério da Saúde são as seguintes:

* Limpeza periódica dos quintais, retirada da matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo, locais onde os mosquitos se desenvolvem);

* Destino adequado do lixo orgânico, a fim de impedir o desenvolvimento das larvas dos mosquitos;

* Limpeza dos abrigos de animais domésticos.

* Uso de coleiras repelentes em cães.

* Uso de inseticida (aplicado nas paredes de domicílios e abrigos de animais). No entanto, a indicação é apenas para as áreas com elevado número de casos

Para prevenir a população, o veterinário público do CCZ João Vinicius Santos Craveiro, fala sobre os sinais, sintomas e prevenção da LV em humanos e cães.

Sinais e sintomas da LV em humanos:
Febre durante muitos dias, perda de peso, fraqueza, anemia e aumento do baço e fígado e baço. Em casos graves podem ocorrer sangramentos. O diagnóstico e tratamento estão disponíveis na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

Sinais e sintomas nos cães:
Os cães infectados pelo parasito podem adoecer logo ou demorar meses para apresentar sintomas. Todos os cães infectados, mesmo aqueles sem sintomas aparente, são fonte de infecção para o inseto transmissor e, portanto, um risco para a saúde. Os sintomas nos animais são: emagrecimento, queda de pelos, crescimento de unhas, descamação da pele, fraqueza, feridas no focinho, orelhas, olhos e patas.

A única forma de saber se os cães estão infectados é por meio de exames específicos de laboratório. 

Prevenção e controle

Pessoas residentes em áreas onde ocorrem casos de leishmaniose, ao sentirem os sintomas da doença devem procurar o serviço de saúde mais próximo a sua casa o quanto antes, pois o diagnóstico e o tratamento precoce evitam o agravamento.

A direção do CCZ, seguindo também as mais recentes normas do Ministério da Saúde, respeita o sentimento das pessoas e a afinidade que têm com seus animais de estimação, mas também alerta sobre a responsabilidade de ter um animal que padece em casa como o cachorro.

O cão contaminado é uma espécie de reservatório do protozoário que transmite a doença.

O Supervisor Geral do CCZ, Paulo Thomaz Oliveira Félix, alerta sobre a importância dos donos observarem sintomas nos animais, como ferimentos na cauda e orelha, unhas grandes, conjuntivite, palidez, fraqueza e emagrecimento repentino.

Se algum destes sintomas for observado, é preciso levar o animal imediatamente ao Zoonoses, localizada na Rua Gustavo Hora SN, no bairro Prata – Lagarto.

Maiores dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone: (79) 3631-1260 de Segunda a Sexta-feira das 8h às 17h.

Ler 91 vezes Modificado em Sexta, 06 Julho 2018 10:08