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24 de fevereiro: Prefeitura de Lagarto celebra os 88 anos da conquista do voto feminino

24 de fevereiro: Prefeitura de Lagarto celebra os 88 anos da conquista do voto feminino Destaque

A Prefeitura de Lagarto através da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Social e do Trabalho – SEDEST, por meio da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres relembra e celebra juntamente com todas as mulheres a conquista do voto feminino.

Na história

Há 88 anos, em um histórico 24 de fevereiro o então presidente da República, Getúlio Vargas, sancionou a alteração na constituição Federal que garantiu as mulheres o direito de votar em seus representantes políticos. Contudo a luta pelo direito ao voto feminino transcorria desde o século XVII em diversos lugares do mundo.

Destacamos aqui no Brasil o papel da mulher nordestina, que protagonizou a luta pelo voto, sendo a primeira eleitora do país a potiguar Celina Guimarães Viana, do Rio Grande do Norte.

Em 1926 ela requisitou sua inclusão no rol de eleitores do seu município, esse requerimento foi acatado

Já nas eleições de 1928 tivemos Celina e outras mulheres do Rio Grande do Norte exercendo seu direito ao voto, ou seja, quatro anos antes da alteração na constituição Federal que ampliou o direito ao voto para todas as cidadãs brasileiras, conforme os pré-requisitos das leis eleitorais da época.

“Relembrar e Celebrar essa data é muito importante quando tratamos de Políticas Públicas para Mulheres, visto que o direito ao voto, traz a mulher para o cenário público e para a discussão sobre tudo que estava posto e que interferia na sua condição de ser mulher. O direito ao voto empoderou a mulher, não tínhamos apenas conquistado o direito de votar, mas também de sermos votadas e, quem melhor para entender as demandas femininas que a mulher?”, destacou a prefeita Hilda Ribeiro.

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De acordo com assistente social e Coordenadora de Políticas Públicas para a Mulher. Cristiane Soares, este mesmo direito produziu uma mudança na vida pública e no contexto doméstico, contudo a luta para qualificar esse direito deve continuar visto que o número de mulheres eleitas para os cargos políticos ainda é pequeno e embora o número de eleitoras seja expressivo, as mulheres não se habituaram a votar em mulheres e isso reflete em nosso cotidiano quando vemos leis e atos públicos tão impregnados de machismos e sexismo. Para combater essas e outras questões que afetam a vida da mulher, buscamos hoje sororidade, que nada mais é que empatia entre mulheres, mulher apoiando mulher, mulher ocupando e colocando outras mulheres nos espaços de poder.

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Ler 228 vezes Modificado em Quinta, 27 Fevereiro 2020 11:51